Prá que servem os amigos? - Parte um
Esta semana tive que brigar com um colega de trabalho. Pena, porque a gente até que se dava bem e também porque o ambiente de serviço, que já não era dos melhores, agora ficou pior.
Acontece o seguinte: Meu patrão, como todos os patrões, sempre explorou nosso horário de trabalho. eu, por exemplo, trabalhava 52 horas semanais, sem direito a hora extra. Os meninos - que são o fulano e o ex- colega - trabalhavam dez horas diárias. Então a gente sempre dava um jeito de descontar essas horas a mais "indo ao médico" por exemplo. Mas não dá pra fazer isso todo dia, e o patrão sempre leva vantagem. Como tenho que trabalhar e não dá prá arriscar sair de lá sem antes ter conseguido outro emprego, a gente vai aguentando, que é sempre melhor pingar do faltar, como diria vovó.
Bem, daí o fulano lá sempre recebeu para trabalhar estas horas a mais e eu e este agora ex-colega, sempre reinvindicamos um salário igual ou uma jornada de trabalho menor. A loja fecha às 20:00 horas e a gente sempre reclamou que o horário correto é 18:30, que é a hora em que eu saio. Trabalhava meia hora a mais todo dia e no sábado era obrigada a fazer o mesmo horário que durante a semana. E reclamação vai, reclamação vem até que enfim conseguimos que o patrão abaixasse o salário do fulano ( não pensem que é maldade ou inveja do cara, é que ele além de ganhar mais, não trabalha, não produz e assim temos que fazer o trabalho dele. E o cara ainda tem coragem de armar contra a gente ).
Pois bem, abaixaram, ( dizem ) o salário do fulano e aí ele gritou: queria então passar a receber horas extras ou então trabalhar as tais oito horas diárias. O patrão, que só pode ter rabo preso com ele, aceitou e enfim senti - não muito, é verdade - um pouco de justiça no ar.
O patrão fez uma reunião para explicar o novo horário de trabalho: todos de 8:00 às 18:00hs e ele que se virasse sozinho depois disso.
No outro dia cedo, o ex-colega, pasmem, veio me dizer: "Fernanda, estive refletindo sobre o que aconteceu ontem e cheguei a conclusão de que este horário não vai dar certo. O coitado do patrão não vai aguentar trabalhar sozinho estas duas horas" Respondi: " Sinto muito, isso não é problema nosso e, depois, ele não precisa ficar com a loja aberta até tarde que não faz esta diferença toda já que o movimento é muito fraco. E depois, ainda, ele não é um cara que merece tanta consideração já que vive sacaneando a gente, principalmente você, que fica além do além de horário de serviço. Concordo que o patrão não é má pessoa, não, só que é péssimo patrão e é bom não confundirmos as duas coisas"
Tá bom, não é que o ex-colega vai lá dentro propor ao patrão fazer um revezamento com o fulano para poder " ter sempre um aqui para fechar a loja"
Aí vão perguntar: mas porque a sua indignação, já que não mexeram com seu horário? Acontece que, mais cedo ou mais tarde, teriam que mexer no meu horário também já que o fulano não dá conta do serviço sozinho e eu seria escalada para trabalhar com ele e também que não fui contratada para fazer o mesmo serviço que eles e se já tinha que dar conta de serviços que não eram meus, agora piorou. Teria que me virar em vinte.Não tenho preguiça de trabalhar, não, mas fui informada que o tempo da escravidão acabou faz tempo. Em termos, é verdade.
Mas a indignação maior vem do fato do ex-colega não ter opinião, de ser um pelego de marca maior, ser cão que ladra mas não morde.
Então pra que ficar no meu ouvido o tempo todo: " Fernanda, este horário não está certo. Fernanda o patrão ontem me humilhou ( e humilhou mesmo, na frente dos colegas, vendedores e clientes ). Fernanda isso, Fernanda aquilo.
Enchi da cara dele. Já viu um homem que é humilhado, ganha pouco, tem que fazer mágica para receber uma comissão maior já que o movimento da loja não dos melhores, um homem que não tem quase tempo prá mais nada a não ser trabalhar, um homem que dá duro no lugar do fulano, já viu um homem destes ter pena do patrão?
E eu tive que bater boca com o patrão por causa disso. É que o cara inventou mesmo um horário absurdo para mim ( por causa da proposta do ex-colega) e queria que eu aceitasse. Eu disse: "aceito não". ele disse: "quem não quiser se adaptar as novas normas da empresa pode se sentir convidado a sair." eu respondi: "que novas normas? Eu não sei mais quem é meu patrão aqui, não sei quem resolve o que, não sei se amanhã o horário vai mudar novamente. Tenho uma vida lá fora e não posso ficar mudando meus compromissos por causa da falta de organização aqui dentro. E depois ninguém aqui pode falar nada de mim, que trabalho direitinho e cumpro com todos os meus deveres e emprego eu sei que tá difícil, mas eu arrumo outro, agora funcionária como eu vocês não conseguem outra não e se quiser me mandar embora mande logo de uma vez " e ele, amaciando: " não falei em mandar embora não, você é muito nervosa, já vai logo falando alto, sem nem entender o que está acontecendo" e eu: " entendo sim, entendo que vocês querem que eu continue sendo explorada e fique de boca fechada. Não vou dar o mesmo exemplo que meu ex-colega, que se ele é um banana eu não sou não. Queria era ter um pouco mais de consideração" e ele: " Ah, Fernanda, veja só como você fala demais, eu estava até vendo um aumento de salário para você e agora você vem com estas palavras, você está fazendo uma idéia errada de mim" e eu: " Não quero ser comprada, este aumento de salário era prá ter vindo há tempos, justiça seja feita ( e pensando: dancei ). e o patrão: ' vá almoçar, esfrie a cabeça e pense num horário razoável que você possa fazer" e Eu: "não disse, como é que posso me adaptar a uma coisa que muda a todo instante?"
Voltei do almoço e veio o patrão me perguntar sobre o horário e anunciar que vou ter um aumento de salário.
Só que continuo indignada com o ex-colega que mostrou ser um baba-ovo, e se ganhou alguma coisa com sua proposta foi nos " bastidores". Gosto disso, não. gosto de tudo ali, às claras. E se eu sou um pouco mais boca-aberta do que o normal tinha dançado no horário poruqe o outro ficou com pena do patrão.
Sei que esta história ainda vai dar pano prá manga. Vou contando o que acontecer, se continuar mesmo no emprego depois do bate-boca com o patrão.
Acontece o seguinte: Meu patrão, como todos os patrões, sempre explorou nosso horário de trabalho. eu, por exemplo, trabalhava 52 horas semanais, sem direito a hora extra. Os meninos - que são o fulano e o ex- colega - trabalhavam dez horas diárias. Então a gente sempre dava um jeito de descontar essas horas a mais "indo ao médico" por exemplo. Mas não dá pra fazer isso todo dia, e o patrão sempre leva vantagem. Como tenho que trabalhar e não dá prá arriscar sair de lá sem antes ter conseguido outro emprego, a gente vai aguentando, que é sempre melhor pingar do faltar, como diria vovó.
Bem, daí o fulano lá sempre recebeu para trabalhar estas horas a mais e eu e este agora ex-colega, sempre reinvindicamos um salário igual ou uma jornada de trabalho menor. A loja fecha às 20:00 horas e a gente sempre reclamou que o horário correto é 18:30, que é a hora em que eu saio. Trabalhava meia hora a mais todo dia e no sábado era obrigada a fazer o mesmo horário que durante a semana. E reclamação vai, reclamação vem até que enfim conseguimos que o patrão abaixasse o salário do fulano ( não pensem que é maldade ou inveja do cara, é que ele além de ganhar mais, não trabalha, não produz e assim temos que fazer o trabalho dele. E o cara ainda tem coragem de armar contra a gente ).
Pois bem, abaixaram, ( dizem ) o salário do fulano e aí ele gritou: queria então passar a receber horas extras ou então trabalhar as tais oito horas diárias. O patrão, que só pode ter rabo preso com ele, aceitou e enfim senti - não muito, é verdade - um pouco de justiça no ar.
O patrão fez uma reunião para explicar o novo horário de trabalho: todos de 8:00 às 18:00hs e ele que se virasse sozinho depois disso.
No outro dia cedo, o ex-colega, pasmem, veio me dizer: "Fernanda, estive refletindo sobre o que aconteceu ontem e cheguei a conclusão de que este horário não vai dar certo. O coitado do patrão não vai aguentar trabalhar sozinho estas duas horas" Respondi: " Sinto muito, isso não é problema nosso e, depois, ele não precisa ficar com a loja aberta até tarde que não faz esta diferença toda já que o movimento é muito fraco. E depois, ainda, ele não é um cara que merece tanta consideração já que vive sacaneando a gente, principalmente você, que fica além do além de horário de serviço. Concordo que o patrão não é má pessoa, não, só que é péssimo patrão e é bom não confundirmos as duas coisas"
Tá bom, não é que o ex-colega vai lá dentro propor ao patrão fazer um revezamento com o fulano para poder " ter sempre um aqui para fechar a loja"
Aí vão perguntar: mas porque a sua indignação, já que não mexeram com seu horário? Acontece que, mais cedo ou mais tarde, teriam que mexer no meu horário também já que o fulano não dá conta do serviço sozinho e eu seria escalada para trabalhar com ele e também que não fui contratada para fazer o mesmo serviço que eles e se já tinha que dar conta de serviços que não eram meus, agora piorou. Teria que me virar em vinte.Não tenho preguiça de trabalhar, não, mas fui informada que o tempo da escravidão acabou faz tempo. Em termos, é verdade.
Mas a indignação maior vem do fato do ex-colega não ter opinião, de ser um pelego de marca maior, ser cão que ladra mas não morde.
Então pra que ficar no meu ouvido o tempo todo: " Fernanda, este horário não está certo. Fernanda o patrão ontem me humilhou ( e humilhou mesmo, na frente dos colegas, vendedores e clientes ). Fernanda isso, Fernanda aquilo.
Enchi da cara dele. Já viu um homem que é humilhado, ganha pouco, tem que fazer mágica para receber uma comissão maior já que o movimento da loja não dos melhores, um homem que não tem quase tempo prá mais nada a não ser trabalhar, um homem que dá duro no lugar do fulano, já viu um homem destes ter pena do patrão?
E eu tive que bater boca com o patrão por causa disso. É que o cara inventou mesmo um horário absurdo para mim ( por causa da proposta do ex-colega) e queria que eu aceitasse. Eu disse: "aceito não". ele disse: "quem não quiser se adaptar as novas normas da empresa pode se sentir convidado a sair." eu respondi: "que novas normas? Eu não sei mais quem é meu patrão aqui, não sei quem resolve o que, não sei se amanhã o horário vai mudar novamente. Tenho uma vida lá fora e não posso ficar mudando meus compromissos por causa da falta de organização aqui dentro. E depois ninguém aqui pode falar nada de mim, que trabalho direitinho e cumpro com todos os meus deveres e emprego eu sei que tá difícil, mas eu arrumo outro, agora funcionária como eu vocês não conseguem outra não e se quiser me mandar embora mande logo de uma vez " e ele, amaciando: " não falei em mandar embora não, você é muito nervosa, já vai logo falando alto, sem nem entender o que está acontecendo" e eu: " entendo sim, entendo que vocês querem que eu continue sendo explorada e fique de boca fechada. Não vou dar o mesmo exemplo que meu ex-colega, que se ele é um banana eu não sou não. Queria era ter um pouco mais de consideração" e ele: " Ah, Fernanda, veja só como você fala demais, eu estava até vendo um aumento de salário para você e agora você vem com estas palavras, você está fazendo uma idéia errada de mim" e eu: " Não quero ser comprada, este aumento de salário era prá ter vindo há tempos, justiça seja feita ( e pensando: dancei ). e o patrão: ' vá almoçar, esfrie a cabeça e pense num horário razoável que você possa fazer" e Eu: "não disse, como é que posso me adaptar a uma coisa que muda a todo instante?"
Voltei do almoço e veio o patrão me perguntar sobre o horário e anunciar que vou ter um aumento de salário.
Só que continuo indignada com o ex-colega que mostrou ser um baba-ovo, e se ganhou alguma coisa com sua proposta foi nos " bastidores". Gosto disso, não. gosto de tudo ali, às claras. E se eu sou um pouco mais boca-aberta do que o normal tinha dançado no horário poruqe o outro ficou com pena do patrão.
Sei que esta história ainda vai dar pano prá manga. Vou contando o que acontecer, se continuar mesmo no emprego depois do bate-boca com o patrão.

0 Comments:
Post a Comment
<< Home