Oi!!!!!
Assunto é o que não falta: Tem a corrupção, as CPIs, a febre aftosa, a seca na Amazônia, os jogos do brasileirão, o terremoto, o julgamento do Saddam, o referendo, e mais um montão de coisas.
Mas, para marcar meu retorno, ( sera? ) vamos falar de coisas boas, né?
Muito bem, hoje fui doar sangue. Era prá Ter feito isso há um tempão, já que faz mais de um ano desde a última vez que estive no hemonúcleo. Mas, sabe como é: amanhã eu vou e esse amanhã não chega nunca. Então hoje acordei decidida: Vou!
Essa história de doar sangue começou quando meu pai estava hospitalizado e precisando de uma transfusão.
É incrível como a gente nunca se preocupa com as coisas até que elas aconteçam conosco: A gente quase precisa ser obrigado a fazer uma coisa tão simples como ajudar o próximo. Então decidi que, dali para frente, eu iria doar sangue sempre que possível, não ia deixar alguém passar pelo mesmo que passei quando da doença de meu pai.
O bom da história é que, quando cheguei no hemonúcleo o local estava lotado. Tinha fila pra doação, o que não é muito comum. As doações normalmente não chegam a dez por dia.
O lado ruim é que foi preciso uma campanha maciça nas rádios e TVs, já que o estoque do banco de sangue estava no zero. E amanhã, vejam só, vai Ter até troca de sangue por ingressos para não sei que jogo, que é pra conseguir um número ainda maior de doações.
O lado bom novamente, é saber que as pessoas ainda se preocupam, ainda se sensibilizam. Hoje, pela primeira vez na vida, não me irritei com a fila que tive que enfrentar. E saí de lá feliz. O fato de saber que posso estar ajudando uma pessoa, qualquer pessoa, me faz muito bem. Faz com que eu me sinta mais leve.
Gente, doar sangue não dói, não faz mal, não demora. E faz bem: prá gente e prá quem precisa.
A outra coisa boa é que a roseira de Mamãe está brotando.
E o que tem de mais nisso? Ah, gente, vocês não conhecem a história desta roseira:
Dona Ana, minha mãe é louca por flores e plantas. Quase todos os dias ela aparece aqui em casa com mudas e sementes novas. E sempre dá um jeito de arranjar lugar para todas as suas " filhas " novas.
Bom, tudo começou quando fomos passar as férias na casa da irmãzinha - Conto depois como foram as férias -. Mamãe, como não podia deixar de ser, ficou encantada com tantas flores e tanto verde e tanta cor, e queria, a todo custo, roubar mudas de todas as plantas que víamos pelo caminho: Do parque, da casa do vizinho, dos jardins, de todos os lugares. Era preciso brigar com ela para que não arrancasse todas as mudinhas para trazer para casa.
E era tanto falar de flor e de plantas, e tanto parar no caminho para admirar algumas delas que mamãe acabou conseguindo o que tanto queria: Sementes de um catatau de flores. Muitas e muitas sementes , graças a gentileza do meu cunhado , que queria presenteá-la e ficou um dia inteiro rodando conosco pela cidade procurando especialmente pelas rosas amarelas de que ela tanto gostou. E não tendo encontrado no mesmo dia as rosas amarelas, ainda teve o trabalho de sair no dia seguinte para comprá-las.
E que trabalho deram as rosas amarelas, não só para o cunhadinho, como para mim e a para a irmãzinha, que tivemos que convencer mamãe de que não era possível trazer as rosas plantadinhas como estavam. Era preciso arrancá-las da terra e trazer somente as mudas. E mamãe queria a todo custo, trazer junto a terra em que elas estavam plantadas. Já viu isso? Carregar terra na bagagem?
Para convencê-la a não trazer junto a terra em que as roseiras estavam plantadas, irmãzinha usou de um método muito eficiente, que consiste em se fazer de surda enquanto mamãe reclama. E coooomo mamãe reclama quando quer: " Você está tirando terra demais, deixa um pouquinho mais aí, acho que vou colocar esta terra que você tirou numa sacola e levar junto". Aí era hora de eu usar meu método não menos eficiente que consiste em fazer um bico do tamanho do mundo e começar a resmungar: " e quem é que vai carregar esta terra? Eu né? Tem pena não? esse peso todo, haja coluna. Assim não dá ,a mulher vem viajar e quer levar terra de lembrança, eu hein!!"
Bem, o caso é que depois de muito trabalho convencemos mamãe de que não era possível trazer a terra.
Aí começou a Segunda parte da história: convencer mamãe de que mesmo as mudas e as sementes não deviam ser transportadas na mão. Quase que ela chora coitada: " elas vão morrer assim".
Eu e irmãzinha em coro: não vão, não. Na mão é que elas não podem ir"
Enfim, mamãe não muito conformada, concordou conosco.
No dia seguinte, pudemos constatar o quanto mamãe realmente gosta de plantas: Irmãzinha foi mexer nas mudas da roseira, para molhar suas raízes antes da viagem e mamãe ,ouvidos atentos, grita lá de baixo: O que é que vocês estão fazendo com a roseira? Ao que irmãzinha responde brincando: Estou tirando as mudas daqui, você não vai poder levá-las. E mamãe: então eu fico também. Pode?
Aí começou a terceira parte da história que foi plantar as mudinhas aqui em casa. Tá pensando que esse negócio de plantar é assim? Vai lá faz um buraco no chão e enterra a raiz ? Né, não. Mamãe primeiro vai ao calendário ver em que fase está a lua, depois observa a posição do sol, nunca planta nada aos Domingos, só poda as roseiras em meses que não tenham a letra "r", - ou será o contrário? -, usa um adubo feito por ela mesmo ( cascas de frutas, pó de café, casca de ovo e etc...), e assim segue um verdadeiro ritual, que no final das contas dá certo, porque suas plantas estão sempre muito bonitas.
Assim, ao chegar em casa, uma das primeiras preocupações de mamãe foi com as mudas e novamente tive que usar de um método - este um pouco mais duro, consistia em brigar de verdade com ela - para convencê-la a ir descansar e deixar para cuidar de seu jardim no outro dia.
Dia seguinte, lá vai ela, plantar suas rosas amarelas: calendário, olha pro sol, aduba a terra e pede muito a Deus para que a roseira vingue. Aliás, todos nós pedimos a Deus, porque depois de tanto trabalho a danada da roseira tem que crescer forte e bonita.
Parte final da história: Ontem mamãe estava com um sorriso radiante: A roseira brotou.
Agora é torcer para as tulipas - onde já se viu querer cultivar tulipas num calor de 40 graus? - que estão na geladeira, também vinguem.
Isso sem falar na samambaia que ela ganhou hoje, e na florzinha branca que ela não sabe o nome, e na costela de adão, "que a da sua irmã está tão bonita......."
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E gente, só prá constar: Estou melhor, graças a Deus. Os problemas ainda continuam, mas como dizem os antigos o tempo é mesmo um bom remédio
